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A ARTE DE CIDA GARCIA

08/05/2007 GMT 1

Jornal O Rebate-Cida Garcia expõe no Majestic-Porto

cidagarcia @ 13:24

Exposição da artista Plástica brasileira Cida Garcia
Nossa Colunista Cida Garcia estará no Porto, em Portugal,  onde  suas Obras expostas estarão a partir de  28 de julho a 09 de Agosto  ,no famoso Café Majestic ,  por onde já passaram muitas personalidades de destaque no mundo cultural europeu, ligados a vida cultural e artística .
Toda a sua obra foi doada a Instituições de ajuda Humanitárias.

"Curiosidades
Na biografia de J.K.Rowling escrita por Sean Smith, refere-se que a escritora passava muito tempo no Café Majestic a trabalhar no primeiro livro "Harry Potter e a Pedra Filosofal"(apesar de a escritora ter saído do porto em 1994 e o livro apenas ter sido publicado em 1997).
Nos últimos anos, entre muitas outras figuras, não deixaram de visitar e assinar o livro de honra os presidentes Mário Soares, Jorge Sampaio, Jacques Chirac e Cavaco Silva.
Uma das cerimónias da despedida de Macau, no final do período de administração portuguesa, teve lugar no Café Majestic com a presença do Embaixador da China em Portugal."

"O local prima pela exuberante arquitetura idealizada pelo arquiteto João Queirós, inspirada na obra do mestre Marques da Silva, no estilo “arte nova”.
Art nouveau ([aR.nu'vo], do francês arte nova), chamado Arte Nova em Portugal, foi um estilo estético essencialmente de design e arquitectura que também influenciou o mundo das artes plásticas. Era relacionado com o movimento arts & crafts e que teve grande destaque durante a Belle époque, nas últimas décadas do século XIX e primeiras décadas do século XX. Relaciona-se especialmente com a 2ª Revolução Industrial em curso na Europa com a exploração de novos materiais (como o ferro e o vidro, principais elementos dos edifícios que passaram a ser construídos segundo a nova estética) e os avanços tecnológicos na área gráfica, como a técnica da litografia colorida que teve grande influência nos cartazes. Devido à forte presença do estilo naquele período, este também recebeu o apelido de modern style (do inglês, estilo moderno).
O nome surgiu de uma loja parisiense (capital internacional do movimento), chamada justamente Art nouveau e que vendia mobiliário seguindo o estilo.
Caracteriza-se pelas formas orgânicas, escapismo para a Natureza, valorização do trabalho artesanal, entre outros. O movimento simbolista também influenciou o art nouveau.
Recebeu nomes diversos dependendo do país em que se encontrava: Flower art na Inglaterra, "Modern Style", "Liberty" ou stilo "Floreale" na Itália. Os alemães criam sua própria vertente de Art Nouveau chamada Jugendstil.
No Brasil, teve fundamental participação na divulgação e realização da art nouveau o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Um dos maiores nomes desse estilo, no Brasil, é o artísta e designer Eliseu Visconti, pioneiro do design no País.
Em Portugal, edifícios em estilo arte nova são particularmente comuns em Aveiro e Caldas da Rainha. Em Lisboa, a Casa - Museu Dr. Anastácio Gonçalves é um bom exemplo da variante portuguesa do estilo, assim como no Porto o Café Majestic. Em Portugal foi comum, mais que a arquitetura, a decoração de fachadas e interiores com azulejos em estilo arte nova, como se comprova em muitos edifícios da virada dos séculos XIX e XX.( http://pt.wikipedia.org/wiki/Art_nouveau)"

Marques da Silva

"José Marques da Silva, (Barcelos, 1869 - Porto, 1947) foi um arquitecto português. Fez o seu curso na Academia Portuense de Belas-Artes, seguindo depois para Paris, onde viveu entre 1889 e 1896, e onde obteve o diploma de arquitecto com altas classificações. Regressou a Portugal e criou rapidamente nome, pelo número e importância dos trabalhos que projectou e construiu, alguns dos quais foram premiados na Exposição Universal de Paris 1900 e na do Rio de Janeiro 1908, com medalhas de prata e de ouro. Em 1907 foi nomeado professor de Arquitectura da Escola de Belas Artes do Porto e em 1913 seu director, aposentando-se, por limite de idade, em 1939. Foi académico de mérito das Academias de Belas-Artes de Lisboa e Porto, sócio correspondente da Academia Nacional de Belas-Artes e oficial da Ordem de Santiago. Foi também professor do antigo Instituto Industrial e Comercial do Porto. A Universidade do Porto neste momento é a detentora do espólio do arquitecto, que se encontra no Instituto José Marques da Silva, sito no Marquês, no seu antigo atelier, ao lado da sua Moradia. Conjuntamente com o espólio do arquitecto, encontra-se o da sua filha, Maria José Marques da Silva e do seu genro, David.( http://pt.wikipedia.org/wiki/Marques_da_Silva)."

O Majestic está intimamente ligado a história da cidade do Porto, quer seja pela tradição do café tertúlia, ou  pelo teor histórico que acompanha suas atividades durante tantos anos, desde a sua findação em 1916 na esquina das ruas Santa Catarina e Passos Manuel.
O mármore cobre totalmente sua fachada e encimando esta maravilha, pode-se ver um frontão com o nome do famoso Espaço.

“... ao aproximarmo-nos do jardim passamos para um decorativismo colmatador das estruturas arquitectónicas, terminando no portal jónico de ligação ao exterior, com grande volutas transparentes e sensuais, tipicamente [[Art Nouveau]], insinuando as esculturas femininas que vislumbramos no exterior. Esse, verdejante e luminoso, serve actualmente para a dinamização de concertos durante o Verão, pelo que se tornou no terceiro centro cultural do Majestic, a rivalizar com o piano de cauda no interior e com as inúmeras exposições de pintura a acontecer no piso inferior, outrora votado ao jogo de bilhar.
Sob a égide dos Barrias, o Café foi encerrado para execução de um projecto de remodelação. Em 1994, depois da substituição do pavimento interior, da reposição do mobiliário original e do desenho de um novo balcão, o Majestic foi reaberto, devolvendo-se-lhe finalmente uma merecida notoriedade.”
Presente
A partir dos anos 60, a transformação do ritmo de vida provocou o declínio destes estabelecimentos e o Majestic não escapou a essa sorte até aos primeiros anos da década de oitenta.
Porém, a sua beleza original e o seu significado na cidade do Porto, valeram-lhe a classificação em 31 de Agosto de 1983 de "imóvel de interesse público" e "património cultural" da cidade, o que possibilitou que se iniciasse um processo de recuperação que, apesar de longo, permitiu a reabertura do café em Julho de 1994 com todo o seu antigo esplendor, convidando a reviver a fascinante Belle Époque.
Na cave foi criada uma galeria de arte destinada a pequenas conferências ou exposições.
Bibliografia
O Majestic, deslumbrante café no centro da cidade (na Rua de Santa Catarina, que deu origem ao pequeno poema de Jorge de Sousa Braga, chamado ‘Nos semáforos de Santa Catarina’ – ao menos os teus olhos/permanecem verdes/todo o ano) é mais frequentado por estrangeiros do que por portugueses. Paga-se 9 euros e 75 cêntimos por um “Chá à Majectic” (dá direito a chá, cacau ou leite, torradas com compota, scones e uma tarte), mas sabe-se que é apenas um investimento. A limpeza da alma também se paga. Faz muito bem ficar sentado nas mesas do Majestic a ouvir o piano e ver os empregados a circular nas suas fardas brancas, a lembrar os grumetes de navio."

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